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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Bermas por limpar motivam queixas à Câmara

2010-07-03 15.49.03

A necessidade de limpeza nas bermas da EN303 foi um dos assuntos em discussão na última Assembleia Municipal de Paredes de Coura. Tanto José Augusto Caldas, do PSD, como Eduardo Daniel Cerqueira, do PS, chamaram a atenção para a necessidade de serem limpas as bermas da EN3030, no troço entre a vila e Cossourado, especialmente concorrido nesta altura do ano em que se assinalam as festividades em honra de S. Bento da Porta Aberta.

Todos os dias, à medida que se aproxima a data da festa, que decorre no próximo fim de semana, o número de peregrinos aumenta e nas zonas em que não existem passeios a acompanhar a via, o mato cresce a olhos vistos, obrigando os caminhantes a invadir a faixa de rodagem. “Alguns pontos são muito perigosos”, alertou o representante do Partido Socialista.

Refira-se que o assunto da limpeza das bermas das estradas nacionais já foi discutido noutras ocasiões, na Assembleia Municipal. Inclusivamente, no ano passado aquele órgão chegou mesmo a enviar uma reclamação escrita às Estradas de Portugal alertando para a necessidade de ser feita a referida limpeza.

Na resposta aos dois deputados municipais, Vítor Paulo Pereira lembrou que a falta de passeios em alguns troços da EN303, na ligação entre S. Bento e a vila, “já é uma questão antiga e não podemos prometer quando vamos resolver”. Apesar disso, o autarca reconheceu a importância do pedido e informou que “quando houver viabilidade financeira, é uma obra oportuna a considerar”.

Mas as críticas de José Augusto Caldas estenderam-se também ao mau estado de conservação dos espaços ajardinados geridos pelo município e à necessidade de algumas árvores existentes na vila terem de ser aparadas. O presidente da Câmara Municipal, não negando as situações, lembrou que a autarquia “não tem funcionários para acudir a todo o lado”.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Aprovados fundos 2020 para obras da secundária

secundaria

A empreitada de reabilitação da Escola Básica e Secundária de Paredes de Coura vai ser contemplada com fundos do programa comunitário 2020. A informação foi dada ontem pelo ministro do Planeamento e Infraestruturas, numa cerimónia onde foram anunciados vários outros investimentos a realizar no país, igualmente com a comparticipação de dinheiros comunitários.

Recorde-se que a candidatura da Câmara de Paredes de Coura, com vista à reabilitação daquele estabelecimento de ensino, foi apresentada no final do mês de Abril, tendo na altura o presidente da autarquia informado que a obra iria avançar, com ou sem apoios, pois “quando se trata de Educação, eu, se tiver fôlego financeiro, não fico à espera do apoio do Estado”. O projecto de execução prevê uma intervenção na ordem dos dois milhões de euros, com uma taxa de financiamento de 85%.

Refira-se que a autarquia courense já no ano passado se havia substituído ao Estado e avançou com obras de beneficiação daquele estabelecimento de ensino. Um investimento de mais de 300 mil euros que visou a substituição das coberturas, retirando as antigas, grande parte das quais ainda em fibrocimento, e também o revestimento e isolamento de paredes exteriores e a substituição de todas as portas e janelas.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Ei-lo que volta!

2015-06-24 08.14.03

O Tribunal de Paredes de Coura vai voltar ao activo, de acordo com a informação hoje veiculada pela ministra da Justiça. Fica, assim, cumprida a promessa de António Costa, feita ainda antes de ser eleito secretário-geral do Partido Socialista. Reabre como secção de proximidade que, em abono da verdade, era praticamente como funcionava antes do Governo de Passos Coelho ter decretado o seu encerramento, há quase dois anos. Desconhece-se, contudo, se os trabalhos serão retomados em Setembro deste ano ou apenas no início de 2017.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Parque para autocaravanas abre em Junho

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O antigo largo da feira, em Paredes de Coura, está a ser alvo de obras de requalificação para acolher, já a partir do início do próximo mês, um parque destinado a acolher autocaravanas e caravanas. Um projecto que promete ser mais um atractivo para o aumento do turismo no concelho.

A abertura do parque para autocaravanas está agendada para o dia 1 de Junho, mas a inauguração oficial só ocorrerá duas semanas depois, aproveitando o fim de semana prolongado do 10 de Junho e todo o programa de animação que o município courense tem previsto para essas altura, nomeadamente a realização da Feira Mostra de Produtos Regionais e o LEGO Fan Weekend, evento que reunirá participantes de 17 países. Eventos que a administração do espaço quer também aproveitar para a divulgação do novo parque, estando até prevista a oferta de algumas noites de estadia no novo parque.

Um equipamento que, como refere Silva Pereira, da AC Parking Areas, Lda., empresa responsável pela estrutura, oferece um leque de serviços que não é comum ver. “Eu conheci melhor este conceito em França”, explica, referindo que a Europa, nesse aspecto, “está mais desenvolvida”. “Em Portugal, o mais semelhante que encontramos é apenas no Algarve”, continua o responsável, referindo que não se trata de um parque de campismo, mas de um parque de apoio, onde a pernoita pode atingir, no máximo 72 horas de duração.

Para já ainda decorrem os trabalhos no antigo largo da feira, mas depois de concluídas as obras, o novo parque vai oferecer espaço para 46 autocaravanas e caravanas, sendo que seis deles são reservados a equipamentos XXL. Além disso, os utilizadores têm à sua disposição um leque de serviços que passa pelo fornecimento de água e energia, área para despejo de água residuais, vigilância, equipamentos sanitários com chuveiros e um espaço de lavandaria, entre outros. Tudo isto a escassos metros do centro da vila.

“É um investimento considerável, tendo em conta o equipamento, a vigilância e o sistema automático de cobrança”, refere Silva Pereira, que justifica a escolha de Paredes de Coura para a abertura deste espaço pela forma como foram bem recebidos pela autarquia. “Foi um dos primeiros municípios que contactamos e fomos muitos bem acolhidos pelos responsáveis da Câmara que gostaram e apoiaram a nossa ideia”, refere, explicando que existe um compromisso “de parte a parte” entre a empresa e o município. “Ganhamos todos, mas temos de investir todos”, esclarece Silva Pereira, que tem boas expectativas para a utilização do novo parque de autocaravanas, nomeadamente durante o período do Festival de Paredes de Coura.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Coura cria grupo de trabalho sobre o lobo

(Foto: www.minhodigital.com)

A Assembleia Municipal de Paredes de Coura vai criar um grupo de trabalho para discutir a presença do lobo no concelho. Em causa os recentes ataques a ovelhas e outros animais que têm dividido agricultores e ambientalistas.

A proposta da criação de grupo de trabalho no seio da Assembleia Municipal de Paredes de Coura destinado a discutir a presença do lobo no concelho, partiu do deputado municipal João Paulo Alves, do PCP. Veterinário de profissão, o deputado municipal manifestou a sua preocupação com os recentes ataques a cabeças de gado, cuja responsabilidade tem vindo a ser atribuída ao lobo. Chegando mesmo a dizer que “em Paredes de Coura os lobos estavam extintos e foram introduzidos alguns e não informaram ninguém”, João Paulo Alves lembrou que nem sempre os agricultores afectados conseguem ser ressarcidos por parte do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Por tudo isso, considerou que a Assembleia Municipal deveria criar um grupo de trabalho que discutisse e analisasse estas situações. “Temos de encontrar soluções, fazer as perguntas a quem de direito”, referiu o deputado comunista, que quis saber a opinião dos vários presidentes de junta ali presentes, atitude que motivou uma troca de palavras mais acalorada com o presidente da Assembleia Municipal courense, José Augusto Pacheco, que defendia que João Paulo Alves deveria ter falado com os autarcas antes da reunião.

Apesar disso, e depois do representante do PCP voltar a falar, uma vez mais, sobre a necessidade de criar o grupo de trabalho, o assunto pareceu merecer outra importância e tanto PSD como PS manifestaram-se disponíveis para participar na discussão, tendo o Partido Social Democrata indicado o nome de Hélder Pedreira para fazer parte do grupo de trabalho, ao passo que o Partido Socialista deu o seu aval à inclusão do nome de Carlos Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de Vascões, uma das que faz parte da Área Protegida do Corno de Bico, e onde os lobos já provocaram alguns estragos.

O autarca de Vascões, aliás, explicou que concordava com a criação do grupo de trabalho sugerido pelo deputado comunista, mas lembrou que é necessário “recolher opiniões de todas as freguesias, não só das mais atingidas”. Carlos Ferreira recordou ainda que “antigamente as pessoas pastoreavam os animais, agora deixam-nos sozinhos no campo”. “Não quer dizer que esteja a defender o lobo”, ressalvou o presidente da Junta, referindo que “a falta de pagamento das indeminizações é um incentivo para deixar a agricultura”.

Relembre-se que nos últimos anos foram registados vários casos de ataques de lobo a cabeças de gado em diversas freguesias do concelho. Um dos presentes na Assembleia Municipal de Paredes de Coura, o presidente da Junta de Freguesia de Infesta, referiu mesmo que perdeu 39 animais nos últimos dois anos. Uma situação cuja frequência tem vindo a aumentar nos últimos meses, em que foram notícia vários ataques. Ao mesmo tempo, nas últimas semanas, registaram-se alguns casos de lobos apanhados em armadilhas. Cenários que têm provocado acesas discussões nas redes sociais entre os que defendem o lobo e o que criticam a sua actuação. Em Paredes de Coura, o último censo feito à população de lobos, indicava a existência de duas alcateias, uma na zona da Cruz Vermelha, na Área Protegida do Corno de Bico, e uma outra, de menores dimensões, na zona da Boalhosa.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Cossourado: sobreiros lutam contra eucaliptos

sobreiros cossourado

Os compartes de Cossourado querem assegurar a protecção e preservação de dezenas de sobreiros existentes na freguesia, nomeadamente na área que faz parte do plano de gestão florestal e para a qual está prevista a plantação de eucaliptos. Trata-se de uma espécie protegida e há quem tema que o avanço do eucalipto não respeite aquela que é a árvore nacional de Portugal.

O alerta foi dado por José António Pedreira, comparte de Cossourado, na última reunião de compartes ocorrida há dias naquela freguesia. Em discussão estava o início dos trabalhos de florestação dos baldios da freguesia, ao abrigo do plano de gestão florestal que foi aprovado, e que deverá começar a ser implementado no terreno dentro de algumas semanas. Para José António Pedreira, contudo, é necessário e urgente acautelar a protecção devida às dezenas de sobreiros que existem no monte adjacente à EN 303, junto ao lugar do Sobreiro, na divisão entre Linhares e Cossourado.

“O monte já tem lá dezenas de sobreiros, uns maiores, outros mais pequenos, mas são dezenas”, explica aquele comparte, frisando que “estão todos protegidos por lei”. Efectivamente assim é, já que o sobreiro é uma espécie protegida desde 2001 e, mais recentemente, em Dezembro de 2011, foi mesmo aprovado na Assembleia da República um projecto de resolução através do qual o sobreiro passou a ser considerado a árvore nacional de Portugal. Isto porque a protecção que existia, ainda assim, foi considerada insuficiente para travar a regressão da árvore em território português.

Por isso mesmo o alerta de José António Pedreira, que conquistou o acordo de outros compartes da freguesia, igualmente preocupados com a preservação daquela espécie, numa zona para a qual o plano de gestão florestal indica a plantação de eucaliptos. Curiosamente, o plano de gestão florestal, que esteve disponível para consulta pública no final de 2015 e início deste ano, não apresenta, na carta de ocupação actual do solo, qualquer referência à existência de sobreiros naquela área.

“São sobreiros espontâneos, que inclusivamente já resistiram a incêndios que já houve naquela zona”, lembra José António Pedreira que reclama uma fiscalização eficaz da plantação de eucaliptos que está prevista para ali. “Eu confio em quem está na comissão de compartes, não confio é na Portucel”, desabafa aquele comparte, que lembra o que se verificou na altura da plantação de eucaliptos na vizinha freguesia de Linhares, em que estavam previstas faixas de carvalhos a limitar as plantações de eucaliptos e tal não terá acontecido. “Junto aos caminhos é obrigatória uma faixa de carvalhos e em Linhares isso não foi feito”, explica, acrescentando que “o nosso receio é que aconteça como em Linhares, em que não houve qualquer fiscalização e a Portucel fez o que entendeu e como entendeu fazer”.

Por isso José António Pedreira defende que, em primeiro lugar, devia ser a própria comissão de compartes a assegurar a fiscalização da plantação. E lembra que é também responsabilidade de cada um dos compartes acompanhar esta situação. Bem como do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas que, refere, “tem a obrigação de fazer cumprir a lei”.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Amândio Pinto: futuro pode passar por Formariz, pela vila … ou pela Câmara

amandio pinto 2

O presidente da União de Freguesias de Cossourado e Linhares é daquelas pessoas que parecem ter dificuldade em passar despercebidas. Desde que, em 2009, roubou ao PS a Junta de Freguesia de Linhares que Amândio Pinto tem andado, com mais ou menos regularidade, nas bocas do povo. Do da sua freguesia (ou freguesias, agora), mas também do povo de outras paragens. O plano de acção que implementou quando chegou à junta, surpreendeu. E continuou a surpreender quando, quatro anos volvidos, mercê da união de freguesias, rouba Cossourado, outro bastião socialista, para as hostes do PSD. Pelo meio a sua projecção política, chegando mesmo a ser apelidado de “delfim” de Décio Guerreiro, que o levou na sua lista concorrente à Câmara de Paredes de Coura. Independente, em quarto lugar, mas com honras de “Ás de trunfo”. Um ano volvido, tudo mudou: abandona o PSD, onde esteve filiado apenas 15 dias, e não poupa críticas às estruturas distritais do partido. Diz que não vai levar o mandato até ao fim mas desenganem-se os que lhe vaticinaram o fim das lides políticas, pois em 2017 promete voltar a concorrer… a outra união de freguesias e até à Câmara. E, pasme-se, não descarta o apoio do PSD.

As novas instalações da Junta de Freguesia de Cossourado foram o local escolhido para a entrevista. Amândio Pinto comparece à hora marcada e, mais reticente a inicio, mais falador no final, abre o livro. De críticas, de sugestões, de lamentos, de planos. Comecemos pelos planos, para o futuro. Um futuro que, confirma Amândio Pinto, não passa pela União de Freguesias de Cossourado e Linhares. E confirma, porque o autarca já tinha, há tempos, anunciado essa sua intenção nas redes sociais. Está a ter a preocupação de deixar no seu lugar alguém que dê continuidade ao trabalho desenvolvido, desde 2009 em Linhares, desde 2013 também em Cossourado. Apesar disso, refere, “tenho a certeza que, venha quem vier, a população saberá sempre exigir o seguimento do trabalho feito”.

Um trabalho que, reconhece o próprio, faz escola noutras freguesias. “Neste momento o meu trabalho tem continuidade, inclusivamente noutras freguesias”, refere Amândio Pinto, adiantando que soube ver, nas últimas eleições autárquicas, “as alterações que houve nas propostas das diferentes freguesias, que hoje em dia dão apoio escolar e consultas médicas e de enfermagem e que estão a procurar a gestão dos baldios”. Isto apesar de considerar que, no trabalho que fez em Linhares, não houve “nem inovação nem visão nenhuma, simplesmente ouvimos a população”, explica, referindo que foi feito um diagnóstico de necessidades “e em função desse diagnóstico e do que tínhamos disponível avaliou-se o que era possível fazer”.

O seu futuro, contudo, não passará pela continuidade em Linhares e Cossourado. Isso mesmo adiantou, explicando que esse futuro “pode passar por outra união de freguesias”. À pergunta óbvia (qual união?), o autarca responde que não nasceu em Linhares, que já morou em Formariz e que passou a maior parte da sua infância na vila. Além disso, acrescenta, o futuro “pode passar por outro projecto mais ambicioso”. E de novo outra pergunta, óbvia: pode passar pela Câmara? A resposta, pronta, de Amândio Pinto, foi uma apenas: “pode!”. E mais, explica, pode ser novamente com o apoio do PSD.

Coura nunca lucrou muito com os partidos

O apoio do PSD a uma eventual futura candidatura de Amândio Pinto, seja a uma qualquer união de freguesias, seja à própria câmara, não deixa de causar alguma estranheza, tendo em conta que são públicas as divergências entre o autarca de Linhares e Cossourado e as estruturas partidárias social-democratas, nomeadamente a nível distrital, mas também a nível concelhio.

Aliás, confrontado com a possibilidade de vir a substituir uma das duas vereadoras do PSD (Helena Ramos e Janine Azevedo Soares) nas reuniões do executivo camarário courense, agora que Décio Guerreiro suspendeu o seu mandato, Amândio Pinto é peremptório a afirmar que não está disponível para ocupar o seu lugar na vereação, tendo em conta que é o nome que se segue na lista de candidatos do PSD.

“Estou em quarto, imagine que por qualquer causa era preciso eu entrar… tinham de ir ao quinto da lista”, garante o presidente da união de freguesias de Cossourado e Linhares, recordando o compromisso assumido com os eleitores da união na campanha eleitoral de 2013. “Prometi-lhes que nunca abandonaria o meu cargo na junta de freguesia, fosse por que cargo fosse na Câmara Municipal”, acrescenta o autarca. Apesar disso reconhece que, a nível político, seria muito vantajoso começar a marcar o seu espaço na Câmara. “A nível pessoal, se eu prometi à freguesia que nunca sairia para a Câmara…. Candidatei-me a presidente da junta”, refere Amândio Pinto.

Mas as divergências com Partido social Democrata vão mais longe, e vêm de mais longe. De há cerca de um ano, melhor dizendo, altura em que Amândio Pinto anunciou publicamente estar afastado de todas as estruturas do PSD, quer a nível do partido, quer enquanto representante na Assembleia Municipal, onde tem assento por inerência do cargo, tendo optado pelo estatuto de independente naquele órgão político. “Só estive como militante do PSD durante 15 dias”, explica, concluindo que o seu desencanto com o partido se fica a dever ao facto de ter percebido “que Paredes de Coura nunca lucrou muito com a ligação aos partidos. E isto tanto a nível do PSD como do PS”, clarifica.

“Nunca houve a coragem de Coura reivindicar junto dos partidos as principais necessidades do concelho”, refere Amândio Pinto, adiantando que sentia que “o que era aclamado pelos representantes do PSD em Coura”, não era acatado pelas estruturas distritais. A gota de água, explica, terá sido o facto de, aquando da auscultação da concelhia com vista a incluir obras no plano plurianual de investimentos ao nível da rede viária nacional, não existir nenhuma obra em Paredes de Coura, apesar das indicações dadas pela concelhia social-democrata nesse sentido. “Paredes de Coura até 2020 não era contemplado com nada”, critica, explicando que havia a consciência de que existiam obras necessárias. “Qualquer dos partidos (PSD e PS) fez chegar às distritais a informação que havia obras necessárias para Paredes de Coura. E tanto eram necessárias que chegamos ao ponto de a própria Câmara ver-se na obrigação de recorrer a fundos comunitários para fazer essas obras (ligação à A3)”. “É uma medida corajosa, mas só prova o quanto, tanto ao nível do PS, como ao nível do PSD, o concelho não tem sabido marcar posição”, refere o autarca de Linhares e Cossourado.

Câmara não faz obras em Linhares

O elogio à actuação do município na questão da ligação à A3 não invalida, contudo, algumas críticas à actuação da Câmara Municipal, nomeadamente no que respeita à falta de investimento na freguesia. “Foi feito em Linhares, em 2015, um caminho que foi pedido no último mandato do “Mineiro” (Manuel Fernandes, presidente da junta até 2009). E não foi no último ano do mandato”, alerta Amândio Pinto, criticando o esquecimento a que Linhares parece ter sido votado por parte dos responsáveis autárquicos.

“Estamos a falar de sete anos, sete anos em que a Câmara Municipal de Paredes de Coura fez um caminho, que já era pedido pelo anterior presidente e a que eu dei seguimento”, explica o actual presidente da união de freguesias de Cossourado e Linhares, que acrescenta que foi também feito um ponto de água no Monte do Carvalho. “Foi o último ponto de água a ser feito no concelho, naquela que é a zona mais perigosa de Paredes de Coura em termos de incêndios. Devia ter sido o primeiro. E foi feito com dinheiros comunitários, o investimento da Câmara foi zero”, remata Amândio Pinto, para demonstrar o alheamento a que a freguesia de Linhares foi sujeita. “Se aos meus sete anos de presidente de junta juntar os últimos quatro do “Mineiro”, são 11 anos em que não vi obra nenhuma da Câmara feita em Linhares”.

Criticas que o levam a considerar que “Linhares tem sido prejudicada” por parte da Câmara. E que se tornam ainda mais pertinentes quando se compara a situação desta freguesia com a de Cossourado que também passou a ser, entretanto, gerida por Amândio Pinto. “O dinheiro transferido para Cossourado no período de 15 dias (após as eleições de 2013) não chegam os últimos 11 anos de Linhares para igualar”, refere o autarca, explicando que “numa semana foram transferidos 70 e tal mi euros para a Junta de Cossourado que foram gastos à velocidade em que se queima um fósforo. Entraram e saíram”. Dinheiros que estariam relacionados com o pagamento de obras feitas naquela freguesia no mandato anterior, comparticipadas por fundos comunitários, mas em que é preciso entrar ainda com a parte não comparticipada. “Mas há freguesias que têm de pagar o resto, e há freguesias que são financiadas pela Câmara”, ataca o presidente da União de Freguesias de Cossourado e Linhares.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

PSD em mudanças na Câmara

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A vereação social-democrata está em mudanças na Câmara de Paredes de Coura. Seguindo aquilo que já pode ser considerada uma tradição dos seus mandatos, Décio Guerreiro, candidato derrotado nas eleições autárquicas de 2013, suspendeu as suas funções de vereador. Objectivo: dar possibilidade aos outros elementos da lista de ganharem alguma experiência nas lides autárquicas. Mas nem todos querem assumir o lugar.

Nas eleições de 2013, o PSD não conseguiu roubar a câmara courense ao Partido Socialista e conquistou apenas dois lugares na vereação, à semelhança do que acontecia desde a década de 80. Deste modo, Décio Guerreiro, que encabeçava a lista candidata, e Helena Ramos, a número dois, ocuparam os seus lugares de vereadores, sem pelouro, na oposição. No entanto, volvidos pouco mais de dois anos, eis que Décio Guerreiro sai de cena, ao que tudo indica temporariamente, dando lugar a Janine Azevedo Soares, independente que o histórico do PSD courense foi buscar para o terceiro lugar da lista que liderou.

Uma situação que, explicou Janine Azevedo Soares, “estava apalavrada desde o início do mandato” e que visa, nas palavras da própria, “dar-me mais experiência nas lides de vereação”. Janine Azevedo Soares, advogada em Braga, junta-se, assim, a Helena Ramos, o que, tendo em consideração que do lado do PS o elenco camarário é composto por dois homens e uma senhora, vai dar ao executivo courense uma maioria feminina.

Considerando que a rotatividade de vereadores é “algo de positivo e próprio de pessoas que não estão presas ao cargo que ocupam”, Janine Azevedo Soares entende que a sua presença na vereação, ainda que sem pelouro, pode trazer alguns contributos em áreas como a assistência social e o empreendedorismo social e empresarial. “Creio que poderei contribuir favoravelmente para o bem-estar e melhoria das condições de vida dos courenses”, remata a advogada, que encara a sua presença no executivo camarário como “um serviço a favor da população courense”.

O esquema de rotatividade de vereadores não é, referia-se, novidade no PSD courense, nomeadamente quando Décio Guerreiro é candidato à Câmara. O social-democrata já por diversas vezes no passado suspendeu o seu mandato, dando lugar a outros elementos da lista. Desconhece-se, contudo, se este esquema se vai alastrar também à, até agora, sua colega na vereação, Helena Ramos, que muitos apontam como a próxima candidata do PSD à Câmara Municipal de Paredes de Coura.

O certo é que, quando uma das duas vereadoras social-democratas precisar de ser substituída, por alguma falha ou impedimento, não será o próximo da lista que as irá render. O quarto lugar foi ocupado por Amândio Pinto, presidente da união de freguesia de Linhares e Cossourado, independente eleito pelo PSD. O autarca, contudo, já avisou que, se for chamado a isso, não assumirá o seu lugar na vereação. Uma opção que, justifica, tem a ver com o compromisso assumido para com a população das freguesias que o elegeram. Mas a que não será alheio, também, o corte de relações com as estruturas políticas do PSD, verificado no ano passado.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Câmara quer transformar Casa do Outeiro em hotel

A Câmara de Paredes de Coura já tem um projecto de intervenção com vista à recuperação e aproveitamento da Casa do Outeiro, em Agualonga. Um imóvel que já teve muitos destinos apontados, mas nenhum deles saiu do papel. O novo projecto inclui uma parceria com investidores holandeses, mas por enquanto falta o dinheiro para colocar em prática este investimento.

A questão da recuperação da Casa do Outeiro, em Agualonga, foi levantada por José Augusto Caldas, líder da bancada social-democrata, na última assembleia municipal. José Augusto Caldas lembrou ao presidente da Câmara o avançado estado de degradação em que se encontra aquele imóvel, propriedade do município, e perguntou quando é que iriam ter um projecto para aquele espaço.

A resposta de Vítor Paulo Pereira foi simples e contundente: “quando houver dinheiro”. Não poupando críticas à oposição, que acusa de pedir para aliviar impostos e deste modo fragilizar a receita, mas ao mesmo tempo querer prometer tudo a todos e defender a recuperação da Casa do Outeiro, o autarca courense explicou a José Augusto Caldas que “a política é uma questão de escolhas e de dinheiro”.

Apesar disso, Vítor Paulo Pereira aproveitou a ocasião para anunciar que a Câmara de Paredes de Coura já tem um projecto para a recuperação e viabilização daquele imóvel. Uma ideia que passa por uma parceria com um grupo de investidores holandeses e que visa a transformação da antiga casa senhorial em hotel.

A ideia do município para a Casa do Outeiro passa pela sua transformação em hotel, mas com características especiais, “Em vez de fazer um hotel comum, vamos fazer um hotel ligado a residências artísticas”, adiantou Vítor Paulo Pereira, explicando que o espaço terá, por exemplo, um estúdio de gravação, bem como espaços vocacionados para a pintura e dança, entre outras áreas ligadas às artes e que permitiriam atrair ao concelho artistas de vários sectores. Um pouco à semelhança, por exemplo, do retiro criativo que os “The Happy Mess” fizeram no ano passado no CEIA – Centro de Educação e Interpretação Ambiental, inserido na área de Paisagem Protegida do Corno de Bico.

Residências artísticas pagas, salienta o autarca, referindo que o espaço seria gerido pelos investidores holandeses, com contrapartidas para a Câmara. Autarquia e investidores procuram, agora, um outro parceiro, um grupo turístico, que possibilite a sustentabilidade financeira da renovada Casa do Outeiro. Um pouco à semelhança do acordo que já existe para a dinamização de campos de conhecimento no CEIA, que envolve a companhia aérea Lufthansa e a Universidade do Porto e que junta lazer e formação certificada.

A recuperação da Casa do Outeiro, no entanto, não deverá avançar a breve prazo. Há um projecto e há vontade, “só que isso custa dinheiro”, adverte o presidente courense. No caso, explicou, custa cerca de três milhões de euros, sendo que havendo a possibilidade de 75% do valor ser financiado, os restantes 25% terão de ser suportados pelos promotores, o que ainda representa uma verba elevada.

Recorde-se que a Casa do Outeiro, na freguesia de Agualonga, datada do terceiro quartel de 1700, foi residência da Viscondessa de Peso de Melgaço, Francisca Rosa d’Antas Bacelar e Barbosa, que na década de 80 a deixou em herança ao município de Paredes de Coura. Parte do seu recheio foi aproveitado pela autarquia courense, sendo a base do Museu Regional do concelho, estando também presente no Arquivo Municipal. O que ficou na casa, contudo, foi sendo sucessivamente alvo de pilhagens, já que a casa foi assaltada inúmeras vezes.

Ao longo dos últimos anos, desde que o imóvel é propriedade da Câmara de Paredes de Coura, vários foram os destinos que lhe foram apontados, sendo que nenhum deles saiu do papel. Inclusivamente tem servido de inspiração para projectos de arquitectura e teses de dissertação, a última das quais, da autoria de Sérgio Gonçalves, foi apresentada em Dezembro último no âmbito do mestrado integrado em Arquitectura e Urbanismo da Escola Superior Galaecia.

Já foi indicado para receber um pólo do Ensino Superior, tanto do Instituto Politécnico de Viana do Castelo como, mais recentemente, da Universidade do Minho. Ganhou também a perspectiva de ali ser instalado um Centro de Dieta Atlântica. Nas campanhas eleitorais autárquicas teve igualmente destinos enunciados, nomeadamente pelos candidatos do PSD: José Augusto Caldas, em 2009, queria ali instalar um pólo dinamizador das actividades locais e Décio Guerreiro, em 2013, recuperou esta ideia, e pretendia alojar ali uma série de estruturas ligadas aos produtos tradicionais e ao turismo, adiantando que se ganhasse as eleições, no final do seu mandato a casa estaria recuperada.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Câmara melhora praia fluvial a pensar no Festival

2016-02-18 08.24.12

A Câmara Municipal de Paredes de Coura está a fazer diversas obras de beneficiação na praia fluvial do Taboão. O objectivo é continuar a dotar de melhores condições aquele espaço, onde se realiza o Festival de Paredes de Coura.

Entre os trabalhos que estão a ser levados a cabo está a substituição dos passeios existentes, em lajes de cimento, por caminhos mais amplos, em paralelo. Uma obra que irá beneficiar não só os frequentadores do Festival de Paredes de Coura, mas também todos aqueles que, ao longo do ano, passam por aquele local.

O grosso dos trabalhos, contudo, visa sobretudo dotar o espaço de melhores condições para acolher o Festival que, durante alguns dias de Agosto traz milhares de turistas a Paredes de Coura. Melhorias que, aliás, a organização do evento já tinha anunciado em Novembro, aquando da entrega dos prémios dos Portugal Festival Awards, onde o festival courense arrecadou cinco prémios, incluindo o de Melhor Festival de “Grande Dimensão”.

Na altura o Festival de Paredes de Coura venceu também categoria de “Melhor Campismo” e João Carvalho, da empresa organizadora, desde logo anunciou que a edição de 2016 iria ter ainda melhores condições no campismo, com mais área disponível para colocação das tendas, bem como chuveiros e WC’s de apoio em três locais diferentes. E são precisamente essas melhorias que estão já a ser implementadas na praia fluvial do Taboão, de um lado e do outro do rio Coura.

“Estas obras inserem-se já num planeamento que tínhamos delineado, porque o Festival todos os anos tem mais pessoas e é preciso criar condições de conforto para que as pessoas se sintam bem em Paredes de Coura”, explica Vítor Paulo Pereira, presidente da Câmara courense e que já fez parte da empresa responsável pelo sucesso do Festival. “A música é importante para trazer pessoas, mas para cimentar uma marca com critérios de responsabilidade e de exigência temos de criar condições de conforto para todos os festivaleiros”, acrescenta o autarca, referindo também, que as obras são igualmente importantes para “afirmar a marca Paredes de Coura junto dos patrocinadores, porque não devemos esquecer que a longevidade e as exigências de respeitabilidade que o Festival tem, só se conseguem através de um cuidado constante que devemos ter com o espaço e com a marca do Festival”.

Além dos caminhos e do campismo, a intervenção na praia fluvial do Taboão passou também pela construção de uma nova régie, por melhoramentos na relva de toda a praia e pela correcção de alguns declives no denominado “anfiteatro natural” de Paredes de Coura, criando melhores condições de comodidade e visibilidade para o palco principal.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Filipe Ferreira à frente dos jovens socialistas

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Filipe Ferreira, jovem enfermeiro de Castanheira, vai ser o presidente dos jovens socialistas de Paredes de Coura. A nova estrutura partidária, que a concelhia courense há muito queria reactivar, já tem equipa escolhida e nela participam jovens de todas as freguesias courenses.

Isso mesmo salientou o novo líder da Juventude Socialista de Paredes de Coura, adiantando que a equipa vai ser formada por cerca de 30 pessoas. “Procuramos ter um elemento de cada freguesia e conseguimos”, explicou Filipe Ferreira, de 25 anos, um rosto novo nestas lides da política, mas que sempre se assumiu como simpatizante do PS.

No rol de ideias de Filipe Ferreira e sua equipa para a dinamização dos jovens socialistas, estão, naturalmente, as eleições autárquicas do próximo ano. No entanto, este não é, para já, um trabalho prioritário. O novo líder da JS courense quer aproveitar o facto de ter a trabalhar consigo jovens de todas as freguesias, para fazer um levantamento das situações mais preocupantes verificadas em cada uma delas. Um trabalho de voluntariado que, refere, é visto como muito gratificante e motivador por parte da equipa que o acompanha.

O processo de recrutamento dos elementos que vão dar vida à Juventude Socialista já decorria há algum tempo, liderado pelo presidente da concelhia, Armando Araújo, que procurava “a pessoal ideal para assumir o cargo”. Um processo que terminou com a escolha de Filipe Ferreira, que irá agora ser legitimado pela realização de eleições, que serão levadas a cabo nas próximas semanas. Mais tarde, também ainda sem data marcada, terá lugar a tomada de posse, que o presidente da concelhia socialista quer transformar numa ocasião mais solene, um momento marcante para a vida da nova estrutura partidária, e que poderá, inclusivamente, contar com a presença do secretário-geral da Juventude Socialista.

A criação da Juventude Socialista de Paredes de Coura surge numa altura em que foram já eleitos os novos elementos da Federação Distrital da JS do Alto Minho, agora liderada pela vianense Carlota Borges, que foi a quarta da lista socialista candidata às últimas eleições legislativas e que tem tido, também, um papel importante na reactivação da estrutura courense. Dos órgãos distritais não faz parte nenhum elemento de Paredes de Coura, por não existir JS no concelho à data, mas assim que for formalizada a sua eleição, Filipe Ferreira tem lugar inerente nos órgãos dirigentes da Federação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Novo líder do PSD courense quer apostar em caras novas


O PSD de Paredes de Coura tem um novo líder. As eleições para a concelhia social-democrata decorreram no passado dia 31 de Janeiro, depois de toda a estrutura directiva, então dirigida por José Augusto Caldas, ter apresentado a sua demissão. Uma demissão que, aparentemente, estaria já programada para acertar calendários eleitorais, mas que algumas vozes do partido relacionaram também com divergências no interior daquela secção.
O novo presidente é agora Vítor Domingues, que ocupava a vice-presidência na direcção anterior. Aliás, Vítor Domingues também já foi vice-presidente da concelhia na altura em que esta era liderada por Paulo Castro e é considerado pelos correligionários como um homem de trabalho em prol do partido. Agora, à frente duma lista única, foi o escolhido para liderar os destinos do PSD courense, numa altura em que a prioridade passa já pelas eleições autárquicas de 2017. A cerca de ano e meio de distância, ainda não são apontados nomes. “Ainda é muito cedo”, explica o novo dirigente, referindo que nem sequer teve ainda oportunidade de reunir a sua direcção. Mas, acrescenta, a aposta passada pela obtenção de um bom resultado nas eleições autárquicas de 2017, referindo, contudo, que “todos sabem que não vai ser fácil”.
“Vamos apostar em novas pessoas”, adianta ainda Vítor Domingues, acrescentando que, no entanto, “não vamos colocar de lado as pessoas que têm dado a cara pelo partido nos últimos anos”. O que se pode verificar, aliás, pela composição da equipa que o acompanha neste novo desafio. As vice-presidências da direcção, por exemplo, são ocupadas por Dinis Fernandes, que tem substituído José Augusto Caldas como porta-voz da bancada do PSD na Assembleia Municipal, e por Helena Ramos, actual vereadora e que muitos apontam como a próxima candidata social-democrata à presidência da Câmara de Paredes de Coura.
A direcção é ainda composta por Fernando Fernandes, presidente da União de Freguesias de Paredes de Coura e Resende, que ocupa o lugar de secretário, e por João Cunha, a tesoureiro. Como vogais, a estrutura dirigente apresenta António Fernandes, presidente da Junta de Freguesia de Parada, Fernando Cunha, que foi candidato pelo PSD à Junta de Freguesia de Cunha, Maria Alice Barbosa, que foi candidata à Junta de Freguesia de Agualonga, Maria Natércia Sá, de Cristelo e José Pereira da Cunha, de Bico. Como vogal aparece também o anterior presidente da concelhia, José Augusto Caldas, que aquando da sua demissão tinha avançado que só faria parte da nova direcção em último recurso. Na mesa da assembleia geral encontramos também outros históricos do PSD courense, nomeadamente Ângelo Brandão Ferreira, na presidência, e Décio Guerreiro, como vice. A mesa fica completa com a secretária Hermínia Pereira.
Outros dos objectivos de Vítor Domingues passa por “unir o partido ao máximo”. Ou seja, explica, “ir buscar as pessoas que se afastaram do PSD mas que ainda se consideram social-democratas”. Por outro lado, a aposta passa também por conseguir mais militantes e “estar mais próximo das pessoas, das suas preocupações, dos seus problemas e das suas necessidades”. Para tal, o PSD de Paredes de Coura tem um projecto que passa pela criação de grupos de voluntários em cada freguesia que terão a seu cargo o levantamento das necessidades da população dessa freguesia. “Isto é muito importante”, refere Vítor Domingues, explicando que, “ao mesmo tempo que se faz esse levantamento das necessidades estamos já a criar as bases do nosso programa eleitoral”, adiantando trabalho para a preparação das eleições autárquicas de 2017.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Câmara quer valorizar Casa Grande de Romarigães


A Câmara de Paredes de Coura está a trabalhar na elaboração de um projecto que permita valorizar a Casa do Amparo, em Romarigães, que ficou célebre por ter inspirado uma das obras-primas de Aquilino Ribeiro.Um desejo que não é de agora, mas que poderá ter novos desenvolvimentos em breve, já que a autarquia courense está a trabalhar em conjunto com a família do escritor, proprietários do imóvel, no sentido de encontrar uma solução para a Casa Grande de Romarigães.
“Uma das coisas que nos mata o coração é a Casa Grande de Romarigães!” Quem o diz é Vítor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura quando confrontado com a actual situação da Casa do Amparo. Agora, a autarquia courense parece apostada em inverter esse cenário. “Estamos a trabalhar nisso, mas é difícil porque não há muita sensibilidade para estas coisas”, adianta Vítor Paulo Pereira que, contudo, está esperançado em encontrar uma solução para aquele espaço.

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

EPRAMI com projecto inovador no apoio à pessoa com deficiência


Via Azul – Prioridade à Pessoa com Deficiência é o mais recente projecto de um grupo de alunos e professores da EPRAMI – Escola Profissional do Alto Minho Interior, em Paredes de Coura. Numa altura em que a escola assinala 23 anos de vida, este é apenas mais um exemplo do dinamismo e da visão de futuro que este estabelecimento de ensino continua a apresentar.
A ideia parece simples e, como referem os seus promotores, trata-se de um projecto que resolve um problema concreto: a ocupação indevida dos lugares de estacionamento reservados a cidadãos portadores de deficiência. Resta agora saber se os quatro alunos do 2º ano do Curso Técnico de Electrónica, Automação e Comando que fazem parte da equipa promotora, vão estar à altura de colocar em prática uma ideia que, mais do que um projecto académico, tem todo o potencial para se transformar numa iniciativa funcional.
A apoiar, e supervisionar, os quatro alunos estão os professores Jorge Braga e Albino Agra, responsáveis pelas áreas técnicas do referido curso, e que, além da vertente prática do projecto Via Azul, salientam também a sua relevância pedagógica, nomeadamente a sensibilização da importância do respeito pelos portadores de deficiência. Ao mesmo tempo valorizam igualmente a transdisciplinaridade do projecto, já que além das disciplinas da área técnica, como a electrónica e a tecnologia aplicadas, terão ainda oportunidade de enveredar por outras áreas do conhecimento. O projecto, denominado Via Azul – Prioridade à Pessoa com Deficiência, foi um dos seleccionados para participar no conceituado Prémio Ciência na Escola, da Fundação Ilídio Pinho, que vai já na sua décima terceira edição e cujo prémio final, para o primeiro classificado, resulta num apoio de 20 mil euros.
A ideia é criar um sistema de sinalização automático para a presença de um veículo autorizado num lugar de estacionamento reservados a deficientes. Ou seja, ajudar a acabar com os abusos que muitas vezes acontecem, em que os lugares reservados são ocupados por viaturas que não são utilizadas por cidadãos portadores de deficiência. O sistema a que se propõe o grupo da EPRAMI visa o desenvolvimento de um dístico electrónico para colocar nas viaturas que substituiria o habitual dístico autocolante. Ao mesmo tempo também os sinais verticais que indicam os espaços reservados para o estacionamento seriam substituídos por sinais “inteligentes”. O dístico nos automóveis funcionará como emissor e o sinal “inteligente” como receptor, identificando que se trata de uma viatura efectivamente utilizada por cidadão portador de deficiência. Deste modo, sempre que uma viatura sem o referido dístico electrónico estacionasse num lugar reservado a cidadãos portadores de deficiência, o sinal emitiria um alarme, que alertava o condutor para a necessidade de remover dali a viatura estacionada indevidamente. O tamanho reduzido do dístico emissor e o facto de funcionar ligado ao isqueiro do automóvel possibilitará ainda a sua portabilidade e utilização em mais que uma viatura.
Um projecto que, na opinião dos promotores, tem um elevado potencial de execução, criado, nomeadamente, pelo facto de existir a séria possibilidade de ser aplicado em contexto real. Para isso contribui também a parceria existente com a Câmara Municipal de Paredes de Coura, entidade responsável pela ordenação do trânsito no concelho, o que irá permitir a realização de um teste do sistema Via Azul na via pública, recorrendo a um protótipo funcional, bem como a posterior sensibilização dos munícipes para a importância dos respeito por uma questão tão quotidiana como a utilização indevida dos lugares de estacionamento reservados a cidadãos portadores de deficiência.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Concelhia dinamiza Juventude Socialista


A concelhia do Partido Socialista de Paredes de Coura está a trabalhar na reactivação da sua estrutura dirigida aos mais jovens. O número de militantes tem aumentado e o surgimento da Juventude socialista é tido como natural pelo presidente do PS courense.
De acordo com Armando Araújo, presidente da concelhia courense, existirão no concelho cerca de 200 militantes com menos de 30 anos, a idade limite para fazer parte da juventude partidária. Número mais que suficiente, explica, para justificar o surgimento da Juventude Socialista em Paredes de Coura. A ideia, aliás, já foi avançada há vários meses, mas só agora parecem estar reunidas as condições para lançar as bases desta estrutura política. Inclusivamente, nas últimas semanas, dirigentes da Federação da Juventude Socialista do alto Minho já estiveram em Paredes de Coura a tratar dos preparativos com a concelhia local.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

PDM de Coura já foi publicado


Quinze anos depois, a revisão do Plano Director Municipal de Paredes de Coura chegou ao fim. A publicação em Diário da República aconteceu na semana passada, culminando um processo que motivou algumas polémicas a nível concelhio, relacionadas, sobretudo, com a construção no espaço rural. O documento completo pode ser consultado neste link.
A revisão do PDM, aliás, sempre foi vista pelos autarcas de Paredes de Coura, nomeadamente pelos presidentes das juntas de freguesia, como uma oportunidade para alterarem os limites das reservas ecológica e agrícola e, desta forma, aumentarem a possibilidade de construção nas suas freguesias e, assim sendo, criar condições para a fixação de mais cidadãos. Uma pretensão que, contudo, tem vindo a esbarrar em diversas limitações legais que foram sendo publicadas ao longo dos últimos anos, com destaque para a polémica “Lei dos 50 metros”, que obriga as construções em algumas zonas rurais e florestais a deixarem uma faixa de 50 metros de distância entre a construção e os terrenos vizinhos e que, à luz do minifúndio que domina a paisagem minhota, praticamente inviabiliza a construção em muitas zonas.
Além disso, na revisão do PDM, também a percentagem de edificabilidade nas zonas rurais motivou alguma polémica, nomeadamente a nível político. O assunto foi alvo de discussão em reunião de Câmara e também, mais acesa, numa sessão da Assembleia Municipal, no ano passado, em que PSD se queixou de que aquele órgão político era esquecido na discussão do novo documento orientador. Na altura, recorde-se, os social-democratas pretendiam realizar uma Assembleia Municipal extraordinária, dedicada exclusivamente a debater a revisão do PDM, que à data estava a ser alvo de discussão pública.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Câmara reduz dívida


O município de Paredes de Coura fechou as contas de 2015 com uma taxa de execução orçamental superior a 90%. Além disso conseguiu ainda reduzir 2,4 milhões de euros à dívida, sendo actualmente a câmara melhor pagadora de entre todas as do Minho.
A Câmara courense, recorde-se, foi uma das intervencionadas no âmbito do PAEL – Programa de Apoio à Economia Local, por apresentar uma dívida que, em Março de 2012, ascendia a 3,7 milhões de euros. Na altura a autarquia de Paredes de Coura recebeu 2,8 milhões de euros, para serem pagos ao longo de 14 anos, num empréstimo especial que implicou a adopção, por parte do executivo, de diversas medidas de contenção da despesa e aumento dos preços de vários serviços municipais e dos tarifários de água, saneamento e recolha de resíduos.
Agora, menos de quatro anos volvidos, Vítor Paulo Pereira, actual presidente da Câmara de Paredes de Coura, não esconde a satisfação por ter conseguido reduzir 2,4 milhões de euros à dívida. Ao mesmo tempo, o município courense reduziu o prazo de pagamento a fornecedores, que é actualmente de apenas sete dias, o que o coloca na posição de melhor pagadora entre todas as câmaras do Minho.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Coura reforça aposta na Lego


Abre no próximo mês a Caixa de Brinquedos, um projecto da Câmara Municipal de Paredes de Coura que vai dotar a vila dum espaço onde a Lego vai estar em destaque e que surge na sequência do evento Arte em Peças, que todos os anos, em Junho, atrai multidões ao concelho. Deste modo, o potencial desta iniciativa, que nasceu em 2010, poderá ser aproveitado durante todo o ano.
A Caixa de Brinquedos surge duma parceria com a Comunidade 0937, um grupo de entusiastas da Lego, e resulta do aproveitamento dum espaço municipal que estava desocupado e que, depois de receber algumas obras de adaptação e beneficiação, irá agora acolher um espaço lúdico orientado para a população infantil e juvenil, onde serão promovidas actividades de carácter recreativo e educacional. O objectivo é proporcionar um espaço de entretenimento alternativo, com um projecto pedagógico dedicado especialmente à Lego, em que o jogo seja um caminho para um desenvolvimento infantil mais equilibrado e abrangente. “Será um espaço maravilhoso onde as nossas crianças, jovens e graúdos poderão aprender a brincar a sério”, explica o presidente da Câmara de Paredes de Coura, acrescentando que “será um espaço de brincar, mas também de projectos, onde a engenharia do brincar estará presente”.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Partilhar a diferença no Dia da Pessoa com Deficiência

Paredes de Coura assinala o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência durante a próxima semana, com várias actividades que pretendem alertar para a sensibilização e educação para o respeito pelo outro. Destaque para a realização de uma palestra com a presença de vários cidadãos portadores de deficiência, entre os quais o actor Paulo Azevedo, que vai partilhar a sua experiência de vida.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Psicóloga courense lança livro sobre medos na infância

claudia pires de lima

Os medos na infância são o tema do primeiro livro de Cláudia Pires de Lima, psicóloga, com trabalho reconhecido na área da infância e psicologia. Aos 33 anos, “Consegui vencer os meus medos” é o trabalho que marca a estreia desta terapeuta de Paredes de Coura no mundo dos livros, se bem que com uma estreita ligação ao mundo da psicologia. “Espero que seja o primeiro de uma colecção de Contos Terapêuticos Infantis, pois outros já estão escritos. São o reflexo de mais de uma década de trabalho em Psicologia Clínica e crescem com base nas estratégias implementadas na minha psicoterapia”, explicou a autora.

 

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