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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Autárquicas – O último dia da campanha

FOTO FACEBOOK CANDIDATURA PS~

FOTO FACEBOOK CANDIDATURA PSD

Autárquicas – Helena Ramos apela ao voto no PS e concelhia do PSD não gostou

Helena Ramos, ainda vereadora do PSD na Câmara de Paredes de Coura, utilizou a sua conta pessoal do Facebook para manifestar o seu apoio a Vitor Paulo Pereira e apelar ao voto no Partido Socialista no próximo domingo. A concelhia do Partido Social Democrata não gostou e tece duras críticas a Helena Ramos e também a Janine Soares. Veja a carta e a resposta abaixo. Clique nas imagens para ler melhor.carta helena ramos

resposta concelhia psd

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Autárquicas: Natércia Barbosa é a segunda da lista do PSD

natercia 1

Natércia Barbosa vai ser a número dois de Venâncio Fernandes na lista candidata à Câmara Municipal de Paredes de Coura. Para a Assembleia Municipal a escolha recaiu em João Cunha.

A menos de uma semana do prazo limite para a apresentação das listas concorrentes às próximas eleições autárquicas, é agora conhecido o nome de quem vai acompanhar Venâncio Fernandes e José Augusto Caldas, nos primeiros três lugares da lista social-democrata. Já se sabia que o histórico do PSD aceitou ir na terceira posição e por isso, obrigatoriamente, o número dois teria de ser uma senhora.

Depois de algumas semanas sem que e soubesse quem iria ocupar aquele lugar, é conhecida agora a escolha do cabeça de lista para aquela posição. O segundo posto será ocupado, desta forma, por Natércia Barbosa. Filha do antigo presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura , Natércia Barbosa não é conhecida pela sua ligação à política courense, isto muito embora tenha feito parte de uma candidatura há Junta de Freguesia de Resende no passado.

Já em relação à Assembleia Municipal, a escolha para líder da lista do PSD passou por um outro elemento com fortes ligações ao partido. João Cunha foi o escolhido, ele que já fez parte daquele órgão em diversos mandatos e que chegou mesmo a ocupar o cargo de vereador no mandato de 2009/2013, por substituição de Décio Guerreiro. A acompanhá-lo nesta luta, no segundo lugar da lista, estará Ricardo Marinho, que será um estreante nestas lides da Assembleia Municipal.

De realçar que tanto João Cunha como Ricardo Marinho são duas pessoas com fortes ligações à agricultura e ao ambiente, algo que a candidatura social-democrata pretende capitalizar. “Trata-se de uma aposta clara nas freguesias, o inverso da candidatura do Partido Socialista que, claramente, desistiu das mesmas”, referiu ao NC fonte da estrutura partidária do PSD.

Freguesias ainda em aberto

Nas freguesias o panorama laranja continua com muitos lugares em aberto. Depois de Vascões e Parada, com os processos já fechados, surge agora a confirmação de Infesta, freguesia que veste actualmente as cores do PSD mas onde Celso Barbosa não pode continuar, por impedimento legal. Emília Guerreiro, que já faz parte do actual executivo, foi a escolhida para líderar a lista naquela freguesia. Também em Cunha já está escolhido o cabeça de lista do PSD à junta de freguesia local. Trata-se de um jovem que já fez parte da anterior candidatura social-democrata, há quatro anos, mas que agora assume a liderança do conjunto concorrente.

Por outro lado há ainda situações que não estão completamente fechadas. É o caso de Castanheira, onde ainda se discute o nome do cabeça de lista, e de S. Martinho de Coura, onde se prepara igualmente uma lista para tentar manter aquela freguesia sob a égide do PSD, depois do actual autarca ter manifestado o seu apoio à candidatura de Vítor Paulo Pereira.

Decidido parece estar o apoio à lista independente que vai concorrer à união de freguesias de Paredes de Coura e Resende, estando a candidatura do PSD a estudar se irá tomar igual atitude para com a lista independente que surgiu recentemente na união de freguesias de Formariz e Ferreira.

Já em relação a Rubiães, igualmente uma candidatura independente liderada pelo actual presidente da junta, que conquistou a freguesia em 2013 com as cores do PSD, a candidatura de Venâncio Fernandes diz que vai igualmente apoiar aquela lista. Uma situação estranha, quando se sabe que a lista de David Jorge Saraiva já conta com o apoio do PS, o que se tornou público na apresentação dos candidatos socialistas onde este participou. Para a candidatura do PSD, contudo, aquela é uma lista composta por social-democratas, que ganharam a junta há quatro anos nessa condição, e daí o seu apoio, chegando inclusivamente a garantir que David Jorge Saraiva vai igualmente marcar presença na apresentação da candidatura do PSD. Algo que, contudo, o actual presidente e candidato independente já negou categoricamente ao Notícias de Coura.

terça-feira, 9 de maio de 2017

VENÂNCIO FERNANDES: “O meu projecto vai mais além destas eleições”

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Venâncio Fernandes é o candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura. O empresário diz que ainda não tem equipa formada, mas está no terreno e conta com os históricos do partido para o ajudarem nesta caminhada que termina no dia 1 de Outubro. Ou que continuará mais além…

Depois de ter integrado o grupo municipal do PSD na Assembleia Municipal de Paredes de Coura, no mandato 2005/2009, eis que Venâncio Fernandes, empresário ligado ao sector imobiliário, aparece novamente nas hostes social-democratas, desta feita como o candidato indigitado para concorrer à presidência da autarquia courense. “Não posso considerar como um regresso ao PSD”, esclarece Venâncio Fernandes, explicando que nunca foi militante daquele partido, apenas simpatizante. “Da minha parte não houve uma saída. O Décio convidou-me para a Assembleia Municipal em 2005, eu não estava lá para defender os interesses do partido mas sim os interesses do concelho, depois em 2009 entendi que não devia continuar”, explica.

Apesar de tudo, a sua escolha para liderar a lista laranja surgiu com surpresa. Para mais quando Venâncio Fernandes tinha optado, entretanto, por um outro caminho partidário, ao lado do Partido Democrático Republicano, de Marinho Pinto, onde tem feito militância activa. Agora, suspendeu a sua filiação no PDR para poder liderar o projecto social-democrata em Paredes de Coura, explicando, contudo, que se não tivesse surgido o convite para encabeçar a lista do PSD, muito possivelmente iria aparecer noutra lista candidata, suportada pelo PDR.

Um convite que, esclarece, “surgiu da estrutura do PSD em Paredes de Coura”, acrescentando que se trata dum processo que já tem algum tempo. “Tanto quanto sei, a aprovação foi feita por unanimidade”, refere Venâncio Fernandes, contrariando as versões que davam conta de divisões no seio do partido, e comentando logo a seguir que, no entanto, para ele, é irrelevante que assim tenha sido.

“Acho que o PSD courense, ao tomar esta decisão (de convidar um não militante), teve uma atitude de valor, de despreendimento do lugar, o que não é muito comum”, refere o agora candidato social-democrata, desvalorizando os rumores que davam como difícil o surgimento de um candidato dentro do partido. “Haveria sempre alguém no PSD disponível para este lugar”, acrescenta.

“Estar fora pode ser vantajoso”

Também não se livra das críticas dos que dizem que, por residir fora do concelho, não estará tão bem preparado para a corrida eleitoral. Sem referir o caso de José Augusto Caldas, que em 2009 também liderou a lista social-democrata sem residir em Paredes de Coura, Venâncio Fernandes lembra que é natural do concelho, que aqui viveu durante muito tempo e que aqui trabalhou e que continua a acompanhar a realidade courense. “Tenho toda a legitimidade para ser candidato”, acrescenta, recordando que a sua vida profissional continua a passarter ligações a por Paredes de Coura. E, além disso, complementa, “estar fora pode ser vantajoso. Vemos as coisas de forma diferente”.

Para já ainda não tem equipa definida. Mas está no terreno e quer avançar a toda a força, de modo a ter as listas prontas antes do final de Junho, prazo que estipulou a si mesmo como o necessário para trabalhar em condições. Mas, apesar de não ter nomes definidos, tem uma ideia: mobilizar todos os candidatos do PSD que estiveram nas últimas eleições autárquicas, tanto os que venceram como os que saíram derrotados. “Não sei se vão aceitar ou não”, refere, e, querendo ignorar as recentes queixas de alguns presidentes de junta social-democratas, diz mesmo que “a mim ainda não nenhum disse que não”.

Perspectivam-se por isso, dois meses de muito trabalho, o que não diminui o entusiasmo do candidato. “Nas causas em que me meto sei que é sempre necessário trabalho”, diz Venâncio Fernandes, considerando que “quem está no poder tem sempre mais facilidade”. É certo que vai trabalhar em conjunto com a concelhia, na captação de candidatos e na campanha, mas acrescenta que conta “com todos os elementos da família PSD”, inclusivamente com aqueles que, nos últimos tempos, têm tecido algumas críticas ao modo de funcionamento do partido.

“Não sei se vou unificar o PSD, vamos ver. Neste momento a minha preocupação é a candidatura, face à exigência temporal”, refere o candidato social-democrata. Mas, adianta, “o meu projecto vai mais além destas eleições”. Explicando que “vamos ter que seguir um caminho novo”, Venâncio Fernandes adianta, ainda, que quer “valorizar os militantes e as pessoas que têm dado a cara pelo PSD”.

Mudar mentalidades

Não querendo avançar, para já, com ideias concretas sobre o seu projecto para o concelho, até porque defende que este terá de ter a intervenção e a contribuição dos que o acompanharem na corrida eleitoral, não hesita em apontar a falta de gente como o principal problema do concelho e, nesse sentido, a sua principal preocupação. “Mas não é um problema fácil de resolver”, esclarece, referindo que terá de ser a base de qualquer projecto de desenvolvimento. Além disso, acrescenta, “temos também um problema de mentalidades, que é preciso mudar”. “As pessoas têm de estar mais abertas à realidade e por isso vamos tentar que as pessoas olhem para as coisas de forma diferente”, sublinha o candidato social-democrata.

Sobre o actual executivo camarário, nomeadamente sobre o desempenho do seu adversário socialista, Venâncio Fernandes considera que se trata de “continuidade com alguma inovação”. “Não podemos esquecer que o actual presidente é um defensor acérrimo das políticas anteriores”, conclui o cabeça de lista do PSD.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Autárquicas 2017–PSD candidata Venâncio Fernandes

venancio fernandes

Já é conhecido o nome do candidato do PSD à Câmara de Paredes de Coura nas próximas eleições autárquicas. A escolha dos social democratas recaiu sobre Venâncio Fernandes, um nome que já fez parte das listas autárquicas daquele partido, mas que nos últimos anos se associou ao PDR - Partido Democrático Republicano, de Marinho Pinto.

O nome do candidato à Câmara courense foi aprovado ontem pela Comissão Política Distrital do PSD, colocando um ponto final na incerteza em torno do nome que aquele partido iria apresentar à corrida eleitoral. Ao que apuramos, o processo de indicação do candidato ficou nas mãos de Vítor Domingues, presidente da concelhia courense, e de José Augusto Caldas, depois de não ter sido encontrado um nome dentro dos organismos do partido a nível local, após alguns elementos do partido terem anunciado publicamente que não estariam disponíveis.

Venâncio Fernandes, empresário, integrou em diferentes mandatos a lista de eleitos do PSD courense na Assembleia Municipal, sendo, contudo, muitas vezes, uma voz dissonante dentro daquele grupo. Acabaria por sair em 2009, em virtude de não ter feito parte das listas que concorriam às eleições autárquicas daquele ano. Na sua última intervenção naquele órgão, alertou para “um fenómeno na sociedade, no concelho de Coura, que é o receio de dizer não, de dizer não estou de acordo”.

Acabaria, depois, por se afastar do PSD e enveredar por outros caminhos. Em 2009 chegou mesmo a equacionar avançar com uma candidatura independente, que acabaria por não concretizar e, anos mais tarde, juntar-se-ia ao PDR. Foi, contudo, sempre um espectador atento e crítico da realidade política e social do concelho.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Amândio desfaz em Janeiro dúvidas criadas em Abril

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Em declarações no Facebook, replicadas pela Rádio Vale do Minho, Amândio Pinto, presidente da união de freguesias de Cossourado e Linhares diz que não será candidato a presidente da Câmara de Paredes de Coura pelo PSD e coloca, aparentemente, um ponto final nas especulações, garantindo que foi convidado para o lugar e que declinou tal oferta.

“Depois de Outubro ficarei apenas com responsabilidades na freguesia de Linhares”, acrescentou o autarca, dizendo, contudo, que não será candidato a nenhum dos cargos que vão a eleições em 2017. Ou seja, nem sequer candidato à união de freguesias voltará a ser. Confessando-se desiludido com a política, Amândio Pinto diz que reserva para si o direito de apoiar qualquer candidato que apareça. “Nunca me segui por cores ou radicalismos”, esclarece.

Resta saber o que mudou. O que mudou de Abril para cá. É que em Abril, em declarações ao Notícias de Coura, Amândio Pinto deixava em aberto seu futuro político. Que não passaria por Linhares, era certo, mas que poderia passar por outra freguesia ou mesmo pela própria Câmara de Paredes de Coura.

O final do ano, contudo, parece ter trazido outro discurso àquele que foi apontado como sendo o “delfim” de Décio Guerreiro no PSD. “Ser candidato politico é sempre sinal de reconhecimento e enaltece o ego. Ser a uma Câmara Municipal é marco na vida. Mas não sinto possuir a força necessária para enfrentar esta luta, não me sinto líder desta batalha”, explica Amândio Pinto, no Facebook.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Oposição ausente, orçamento aprovado

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Foi calma, muito calma, a última sessão da Assembleia Municipal de Paredes de Coura. Com o PSD desfalcado, a oposição resumiu-se a João Paulo Alves, do PCP que teceu algumas críticas ao orçamento municipal para 2017. No final, sem surpresas e sem questões, o principal assunto em discussão passou com distinção… e com alguns votos social-democratas.

Sem José Augusto Caldas, o habitual porta-voz do PSD, nem Dinis Fernandes, que tenta assumir esse papel quando o primeiro falta, foi um PSD sem liderança aquele que se viu na noite da passada sexta-feira, na Assembleia Municipal (AM) de Paredes de Coura. E mesmo na bancada dos vereadores, nem uma cara social-democrata para marcar presença. Nem Janine Soares, nem Helena Ramos, que recentemente deixou os cargos no partido mas garantiu que iria continuar como vereadora, estiveram presentes. Logo quando em discussão estava o orçamento e as grandes opções do executivo liderado por Vítor Paulo Pereira para o próximo ano. E ainda para mais quando, na reunião do executivo onde o documento foi aprovado, com a abstenção das vereadoras do PSD, estas tenham deixado em declaração de voto a promessa de que as críticas ao orçamento seriam feitas na AM. Mas, sem José Augusto Caldas, presente, não foi de estranhar, que do lado social-democrata não surgissem intervenções de relevo a criticar o documento, ao contrário do que tem acontecido no passado, em que são conhecidos os episódios em o líder do grupo municipal do PSD “disseca” o orçamento municipal.

Não se estranhou, também, que coubesse a João Paulo Alves, do PCP, o papel de “mau da fita” ou seja foi do deputado municipal comunista que saíram as principais críticas aos documentos em discussão na AM. Falando de um orçamento muito dependente dos fundos estruturais e receitas exíguas, conseguidas à custa do aumento de impostos, contrariando o que no seu tender deveria ser o modo de agir socialista, João Paulo Alves acabaria, ainda assim, por reconhecer o esforço da equipa liderada pro Vítor Paulo Pereira. E não perdeu a oportunidade de dar uma “alfinetada” nos seus colegas de oposição, lamentando a fraqueza visível nos partidos da oposição em Coura.

“Se a oposição tem diminuído é porque o PS trabalha bem”, explicaria logo a seguir Manuel Miranda, também ele promovido temporariamente a líder do grupo municipal do Partido Socialista pela ausência de Rosalina Martins. Realçando o investimento municipal na Educação, o socialista realçou as preocupações com a criação de emprego, dizendo que “o ciclo de courenses que trabalhava fora está-se a inverter” e elogiando a capacidade de decisão do executivo, que “ataca os problemas de frente e dá respostas aos empresários”.

Já Vítor Paulo Pereira, na defesa do documento, assume a dependência dos fundos estruturais, mas realça que “os tempos são diferentes” e que as autarquias são cada vez mais “um braço do Estado”. Falando dum orçamento de criatividade e de coragem, o autarca courense destaca ainda que o documento foi feito “com muito trabalho, com planeamento e com muito amor por Paredes de Coura”. E, limpando o ar de quaisquer críticas, acabaria por referir que “com discursos fatalistas não vamos a lado nenhum”.

No final, o orçamento e as grandes opções do plano para 2017 do município courense acabariam por ser aprovadas sem dificuldade. Sem qualquer voto contra, com a abstenção do PCP e de alguns elementos do PSD, pois este partido mostrou mais uma vez a sua divisão e o reflexo dos problemas internos e houve mesmo elementos, autarcas, que votaram favoravelmente os documentos, ao lado do Partido Socialista.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

VILA E RESENDE - Fernando Fernandes não concorre a novo mandato

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Foi uma das surpresas das últimas eleições autárquicas, ao retirar ao PS a união de freguesias de Paredes de Coura e Resende. Agora diz que vai levar o mandato até ao fim, mas que não será candidato em 2017. Motivos pessoais e profissionais ditam o afastamento da vida política.

“Há uma ínfima hipótese de voltar a ser candidato à união de Freguesias de Paredes de Coura e Resende”. Quem o diz é Fernando Fernandes, actual presidente daquela autarquia que, a um ano das eleições de 2017, diz que não está disponível para voltar a concorrer àquele lugar. Isto depois de, em 2013, ter conseguido roubar as duas freguesias ao Partido Socialista.

Agora, três anos volvidos, Fernando Fernandes diz que valores mais altos se levantam e que ditarão o seu afastamento da presidência da união de freguesias. E por valores mais altos entenda-se a família e o trabalho. “Estou a prejudicar a minha vida profissional e ao mesmo tempo estou a prejudicar a minha família”, explica o autarca, acrescentando que, “não faz parte dos meus planos recandidatar-me”.

Uma decisão que, garante, se prende exclusivamente com aqueles dois motivos e que “não tem nada a ver com partidos nem com a própria junta”. Apesar disso, além da união de freguesias a partir das próximas eleições, Fernando Fernandes deixou já também o PSD, tendo-se desvinculado daquele partido há relativamente pouco tempo. “Neste último ano a minha vida profissional alterou-se bastante”, adianta o presidente da união de freguesias que diz ter percebido “que não tinha tempo para tudo”. “Continuo a fazer o trabalho para o qual fui eleito, mas começa a ser bastante desgastante”, acrescenta.

A decisão foi comunicada, num primeiro momento, aos seus colegas da união de freguesias e “falámos disso abertamente”. Apesar disso, garante Fernando Fernandes, em cima da mesa ainda não esteve o nome do seu eventual sucessor à frente duma lista social-democrata nas eleições de Outubro de 2017. “Foi uma coisa que nunca me preocupou, nem tinha que me preocupar, não sendo candidato”, refere o autarca, explicando que “há várias pessoas capazes, dentro do elenco que está comigo ou fora dele, mas não sei da sua disponibilidade para assumir uma candidatura”.

Deste modo, com a saída da autarquia, Fernando Fernandes explica que vai afastar-se da vida pública. “São 20 anos de vida pública, com o Courense, os Dadores e agora a junta. Neste momento quero dedicar esse tempo à minha família, aos meus filhos”, refere. “Tenho um filho que já está na universidade e sinto que não vi crescer”, desabafa o autarca.

A um ano do final do mandato e com apenas três anos de funções à frente da união de freguesias, Fernando Fernandes faz um balanço positivo da sua presidência. “Acabamos por cumprir algumas das promessas que fizemos, outras nem tanto, mas já se sabe que não se consegue cumprir todas as promessas”, explica, acrescentado que “tentamos fazer um trabalho digno e que, dentro das nossas possibilidades, nos honra e orgulha”.

Um leque de trabalhos onde destaca a recuperação da sede do Sporting Clube Courense, a elaboração da toponímia da vila e a informatização dos serviços da freguesia. “Até Outubro temos outras obras previstas, queremos fazer mais”, refere Fernando Fernandes, explicando que é objectivo da união de freguesias de Paredes de Coura e Resende, “conseguir chegar a acordo com a Câmara para fazermos pequenas obras que são de capital importância, nomeadamente acessos a habitações”, refere, salientando também o arranjo do cemitério de Resende.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Decisão irrevogável (2)

HELENA RAMOS

Depois do anúncio na comunicação social, a explicação da própria Helena Ramos, no Facebook, dos motivos que a levam a não estar na corrida à Câmara de Paredes de Coura.

Aprendemos com os erros.
Esta é a resposta para muitas das questões que inúmeros courenses, amigos e curiosos, se tem colocado face à notícia sobre a minha recente posição política.
Não sou a candidata. Não serei a representante do Partido Social Democrata para o concelho de Paredes de Coura! Não por não ter sido convidada. É importante que fique claro que esta decisão partiu inequivocamente da minha vontade. A atual concelhia eleita e da qual ainda sou vice-presidente soube sempre respeitar e reconhecer os que dedicam parte do seu tempo para a causa comum. Soube sempre valorizar aqueles que defenderam e defendem as cores e as ideologias políticas do PSD sem máculas e isentas de interesses. Pelo menos em todas as ações que eu conheço e reconheço terem partida desta concelhia.
Apesar da minha filiação recente, o PSD é o partido cuja ideologia me orienta desde a juventude. Mas acima de qualquer disciplina partidária a bandeira que eu ergo é a bandeira das minhas convicções, das minhas ações orientadas pelas diretrizes da ideologia política do PSD. Não sou manipulável, não sigo pessoas ou grupos de pessoas. Sigo apenas o trabalho em grupo e a participação ativa dentro dele. Quando assim deixa de ser, recuso-me a aceitar o que todos consideram ser inevitável. Defendo e defenderei sempre o que a minha razão me orientar a fazer. Corro sempre o risco de errar, é verdade! Mas quem não corre esse risco? Errar faz parte do ser humano.
Recordo uma frase que ouvi inúmeras vezes nos meus tempos de criança: “Aprendemos com os erros”… e foi o que me aconteceu… em inúmeras vezes… mas cresci corrigindo-os. Cresci bastante! Sou e quero continuar a ser dona do meu destino. Não danço a favor do vento nem das vontades alheias. São regras de ouro que me são características desde que me conheço. Não sou superior a ninguém muito menos sou insubstituível. Sou o que sou e ponto! Não serei candidata porque considero não ter o perfil necessário para assumir este desafio. Não por não me sentir preparada, nem por considerar não ter as competências para tal desafio. Não serei candidata porque a minha vida profissional e principalmente pessoal não mo permitem.
Não posso congelar o meu posto de trabalho. Não posso desviar a minha atenção do núcleo de família a que pertenço, principalmente quando ele mais precisa do meu tempo e da minha dedicação. Emito estes considerados porque e tendo em conta a minha eleição para a vereação (oposição) deste mandato, todos os courenses eleitores merecem esta explicação.
Meios como o nosso, estão repletos de criatividade e de maledicências. Fiz o que pude e a mais não sou obrigada. Sou uma pessoa racional e sou uma pessoa política. Sempre serei! Mas é necessário ter muita disponibilidade para assumir determinadas funções políticas. Principalmente quando se pretende a eficácia das nossas ações e das nossas decisões. Não consigo prever nem antever o meu futuro, mas no meu presente a conjuntura que me rodeia levou-me a decidir. Sendo que esta é a minha decisão. Não serei candidata.
Helena Ramos

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Amândio Pinto: futuro pode passar por Formariz, pela vila … ou pela Câmara

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O presidente da União de Freguesias de Cossourado e Linhares é daquelas pessoas que parecem ter dificuldade em passar despercebidas. Desde que, em 2009, roubou ao PS a Junta de Freguesia de Linhares que Amândio Pinto tem andado, com mais ou menos regularidade, nas bocas do povo. Do da sua freguesia (ou freguesias, agora), mas também do povo de outras paragens. O plano de acção que implementou quando chegou à junta, surpreendeu. E continuou a surpreender quando, quatro anos volvidos, mercê da união de freguesias, rouba Cossourado, outro bastião socialista, para as hostes do PSD. Pelo meio a sua projecção política, chegando mesmo a ser apelidado de “delfim” de Décio Guerreiro, que o levou na sua lista concorrente à Câmara de Paredes de Coura. Independente, em quarto lugar, mas com honras de “Ás de trunfo”. Um ano volvido, tudo mudou: abandona o PSD, onde esteve filiado apenas 15 dias, e não poupa críticas às estruturas distritais do partido. Diz que não vai levar o mandato até ao fim mas desenganem-se os que lhe vaticinaram o fim das lides políticas, pois em 2017 promete voltar a concorrer… a outra união de freguesias e até à Câmara. E, pasme-se, não descarta o apoio do PSD.

As novas instalações da Junta de Freguesia de Cossourado foram o local escolhido para a entrevista. Amândio Pinto comparece à hora marcada e, mais reticente a inicio, mais falador no final, abre o livro. De críticas, de sugestões, de lamentos, de planos. Comecemos pelos planos, para o futuro. Um futuro que, confirma Amândio Pinto, não passa pela União de Freguesias de Cossourado e Linhares. E confirma, porque o autarca já tinha, há tempos, anunciado essa sua intenção nas redes sociais. Está a ter a preocupação de deixar no seu lugar alguém que dê continuidade ao trabalho desenvolvido, desde 2009 em Linhares, desde 2013 também em Cossourado. Apesar disso, refere, “tenho a certeza que, venha quem vier, a população saberá sempre exigir o seguimento do trabalho feito”.

Um trabalho que, reconhece o próprio, faz escola noutras freguesias. “Neste momento o meu trabalho tem continuidade, inclusivamente noutras freguesias”, refere Amândio Pinto, adiantando que soube ver, nas últimas eleições autárquicas, “as alterações que houve nas propostas das diferentes freguesias, que hoje em dia dão apoio escolar e consultas médicas e de enfermagem e que estão a procurar a gestão dos baldios”. Isto apesar de considerar que, no trabalho que fez em Linhares, não houve “nem inovação nem visão nenhuma, simplesmente ouvimos a população”, explica, referindo que foi feito um diagnóstico de necessidades “e em função desse diagnóstico e do que tínhamos disponível avaliou-se o que era possível fazer”.

O seu futuro, contudo, não passará pela continuidade em Linhares e Cossourado. Isso mesmo adiantou, explicando que esse futuro “pode passar por outra união de freguesias”. À pergunta óbvia (qual união?), o autarca responde que não nasceu em Linhares, que já morou em Formariz e que passou a maior parte da sua infância na vila. Além disso, acrescenta, o futuro “pode passar por outro projecto mais ambicioso”. E de novo outra pergunta, óbvia: pode passar pela Câmara? A resposta, pronta, de Amândio Pinto, foi uma apenas: “pode!”. E mais, explica, pode ser novamente com o apoio do PSD.

Coura nunca lucrou muito com os partidos

O apoio do PSD a uma eventual futura candidatura de Amândio Pinto, seja a uma qualquer união de freguesias, seja à própria câmara, não deixa de causar alguma estranheza, tendo em conta que são públicas as divergências entre o autarca de Linhares e Cossourado e as estruturas partidárias social-democratas, nomeadamente a nível distrital, mas também a nível concelhio.

Aliás, confrontado com a possibilidade de vir a substituir uma das duas vereadoras do PSD (Helena Ramos e Janine Azevedo Soares) nas reuniões do executivo camarário courense, agora que Décio Guerreiro suspendeu o seu mandato, Amândio Pinto é peremptório a afirmar que não está disponível para ocupar o seu lugar na vereação, tendo em conta que é o nome que se segue na lista de candidatos do PSD.

“Estou em quarto, imagine que por qualquer causa era preciso eu entrar… tinham de ir ao quinto da lista”, garante o presidente da união de freguesias de Cossourado e Linhares, recordando o compromisso assumido com os eleitores da união na campanha eleitoral de 2013. “Prometi-lhes que nunca abandonaria o meu cargo na junta de freguesia, fosse por que cargo fosse na Câmara Municipal”, acrescenta o autarca. Apesar disso reconhece que, a nível político, seria muito vantajoso começar a marcar o seu espaço na Câmara. “A nível pessoal, se eu prometi à freguesia que nunca sairia para a Câmara…. Candidatei-me a presidente da junta”, refere Amândio Pinto.

Mas as divergências com Partido social Democrata vão mais longe, e vêm de mais longe. De há cerca de um ano, melhor dizendo, altura em que Amândio Pinto anunciou publicamente estar afastado de todas as estruturas do PSD, quer a nível do partido, quer enquanto representante na Assembleia Municipal, onde tem assento por inerência do cargo, tendo optado pelo estatuto de independente naquele órgão político. “Só estive como militante do PSD durante 15 dias”, explica, concluindo que o seu desencanto com o partido se fica a dever ao facto de ter percebido “que Paredes de Coura nunca lucrou muito com a ligação aos partidos. E isto tanto a nível do PSD como do PS”, clarifica.

“Nunca houve a coragem de Coura reivindicar junto dos partidos as principais necessidades do concelho”, refere Amândio Pinto, adiantando que sentia que “o que era aclamado pelos representantes do PSD em Coura”, não era acatado pelas estruturas distritais. A gota de água, explica, terá sido o facto de, aquando da auscultação da concelhia com vista a incluir obras no plano plurianual de investimentos ao nível da rede viária nacional, não existir nenhuma obra em Paredes de Coura, apesar das indicações dadas pela concelhia social-democrata nesse sentido. “Paredes de Coura até 2020 não era contemplado com nada”, critica, explicando que havia a consciência de que existiam obras necessárias. “Qualquer dos partidos (PSD e PS) fez chegar às distritais a informação que havia obras necessárias para Paredes de Coura. E tanto eram necessárias que chegamos ao ponto de a própria Câmara ver-se na obrigação de recorrer a fundos comunitários para fazer essas obras (ligação à A3)”. “É uma medida corajosa, mas só prova o quanto, tanto ao nível do PS, como ao nível do PSD, o concelho não tem sabido marcar posição”, refere o autarca de Linhares e Cossourado.

Câmara não faz obras em Linhares

O elogio à actuação do município na questão da ligação à A3 não invalida, contudo, algumas críticas à actuação da Câmara Municipal, nomeadamente no que respeita à falta de investimento na freguesia. “Foi feito em Linhares, em 2015, um caminho que foi pedido no último mandato do “Mineiro” (Manuel Fernandes, presidente da junta até 2009). E não foi no último ano do mandato”, alerta Amândio Pinto, criticando o esquecimento a que Linhares parece ter sido votado por parte dos responsáveis autárquicos.

“Estamos a falar de sete anos, sete anos em que a Câmara Municipal de Paredes de Coura fez um caminho, que já era pedido pelo anterior presidente e a que eu dei seguimento”, explica o actual presidente da união de freguesias de Cossourado e Linhares, que acrescenta que foi também feito um ponto de água no Monte do Carvalho. “Foi o último ponto de água a ser feito no concelho, naquela que é a zona mais perigosa de Paredes de Coura em termos de incêndios. Devia ter sido o primeiro. E foi feito com dinheiros comunitários, o investimento da Câmara foi zero”, remata Amândio Pinto, para demonstrar o alheamento a que a freguesia de Linhares foi sujeita. “Se aos meus sete anos de presidente de junta juntar os últimos quatro do “Mineiro”, são 11 anos em que não vi obra nenhuma da Câmara feita em Linhares”.

Criticas que o levam a considerar que “Linhares tem sido prejudicada” por parte da Câmara. E que se tornam ainda mais pertinentes quando se compara a situação desta freguesia com a de Cossourado que também passou a ser, entretanto, gerida por Amândio Pinto. “O dinheiro transferido para Cossourado no período de 15 dias (após as eleições de 2013) não chegam os últimos 11 anos de Linhares para igualar”, refere o autarca, explicando que “numa semana foram transferidos 70 e tal mi euros para a Junta de Cossourado que foram gastos à velocidade em que se queima um fósforo. Entraram e saíram”. Dinheiros que estariam relacionados com o pagamento de obras feitas naquela freguesia no mandato anterior, comparticipadas por fundos comunitários, mas em que é preciso entrar ainda com a parte não comparticipada. “Mas há freguesias que têm de pagar o resto, e há freguesias que são financiadas pela Câmara”, ataca o presidente da União de Freguesias de Cossourado e Linhares.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

PSD em mudanças na Câmara

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A vereação social-democrata está em mudanças na Câmara de Paredes de Coura. Seguindo aquilo que já pode ser considerada uma tradição dos seus mandatos, Décio Guerreiro, candidato derrotado nas eleições autárquicas de 2013, suspendeu as suas funções de vereador. Objectivo: dar possibilidade aos outros elementos da lista de ganharem alguma experiência nas lides autárquicas. Mas nem todos querem assumir o lugar.

Nas eleições de 2013, o PSD não conseguiu roubar a câmara courense ao Partido Socialista e conquistou apenas dois lugares na vereação, à semelhança do que acontecia desde a década de 80. Deste modo, Décio Guerreiro, que encabeçava a lista candidata, e Helena Ramos, a número dois, ocuparam os seus lugares de vereadores, sem pelouro, na oposição. No entanto, volvidos pouco mais de dois anos, eis que Décio Guerreiro sai de cena, ao que tudo indica temporariamente, dando lugar a Janine Azevedo Soares, independente que o histórico do PSD courense foi buscar para o terceiro lugar da lista que liderou.

Uma situação que, explicou Janine Azevedo Soares, “estava apalavrada desde o início do mandato” e que visa, nas palavras da própria, “dar-me mais experiência nas lides de vereação”. Janine Azevedo Soares, advogada em Braga, junta-se, assim, a Helena Ramos, o que, tendo em consideração que do lado do PS o elenco camarário é composto por dois homens e uma senhora, vai dar ao executivo courense uma maioria feminina.

Considerando que a rotatividade de vereadores é “algo de positivo e próprio de pessoas que não estão presas ao cargo que ocupam”, Janine Azevedo Soares entende que a sua presença na vereação, ainda que sem pelouro, pode trazer alguns contributos em áreas como a assistência social e o empreendedorismo social e empresarial. “Creio que poderei contribuir favoravelmente para o bem-estar e melhoria das condições de vida dos courenses”, remata a advogada, que encara a sua presença no executivo camarário como “um serviço a favor da população courense”.

O esquema de rotatividade de vereadores não é, referia-se, novidade no PSD courense, nomeadamente quando Décio Guerreiro é candidato à Câmara. O social-democrata já por diversas vezes no passado suspendeu o seu mandato, dando lugar a outros elementos da lista. Desconhece-se, contudo, se este esquema se vai alastrar também à, até agora, sua colega na vereação, Helena Ramos, que muitos apontam como a próxima candidata do PSD à Câmara Municipal de Paredes de Coura.

O certo é que, quando uma das duas vereadoras social-democratas precisar de ser substituída, por alguma falha ou impedimento, não será o próximo da lista que as irá render. O quarto lugar foi ocupado por Amândio Pinto, presidente da união de freguesia de Linhares e Cossourado, independente eleito pelo PSD. O autarca, contudo, já avisou que, se for chamado a isso, não assumirá o seu lugar na vereação. Uma opção que, justifica, tem a ver com o compromisso assumido para com a população das freguesias que o elegeram. Mas a que não será alheio, também, o corte de relações com as estruturas políticas do PSD, verificado no ano passado.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Novo líder do PSD courense quer apostar em caras novas


O PSD de Paredes de Coura tem um novo líder. As eleições para a concelhia social-democrata decorreram no passado dia 31 de Janeiro, depois de toda a estrutura directiva, então dirigida por José Augusto Caldas, ter apresentado a sua demissão. Uma demissão que, aparentemente, estaria já programada para acertar calendários eleitorais, mas que algumas vozes do partido relacionaram também com divergências no interior daquela secção.
O novo presidente é agora Vítor Domingues, que ocupava a vice-presidência na direcção anterior. Aliás, Vítor Domingues também já foi vice-presidente da concelhia na altura em que esta era liderada por Paulo Castro e é considerado pelos correligionários como um homem de trabalho em prol do partido. Agora, à frente duma lista única, foi o escolhido para liderar os destinos do PSD courense, numa altura em que a prioridade passa já pelas eleições autárquicas de 2017. A cerca de ano e meio de distância, ainda não são apontados nomes. “Ainda é muito cedo”, explica o novo dirigente, referindo que nem sequer teve ainda oportunidade de reunir a sua direcção. Mas, acrescenta, a aposta passada pela obtenção de um bom resultado nas eleições autárquicas de 2017, referindo, contudo, que “todos sabem que não vai ser fácil”.
“Vamos apostar em novas pessoas”, adianta ainda Vítor Domingues, acrescentando que, no entanto, “não vamos colocar de lado as pessoas que têm dado a cara pelo partido nos últimos anos”. O que se pode verificar, aliás, pela composição da equipa que o acompanha neste novo desafio. As vice-presidências da direcção, por exemplo, são ocupadas por Dinis Fernandes, que tem substituído José Augusto Caldas como porta-voz da bancada do PSD na Assembleia Municipal, e por Helena Ramos, actual vereadora e que muitos apontam como a próxima candidata social-democrata à presidência da Câmara de Paredes de Coura.
A direcção é ainda composta por Fernando Fernandes, presidente da União de Freguesias de Paredes de Coura e Resende, que ocupa o lugar de secretário, e por João Cunha, a tesoureiro. Como vogais, a estrutura dirigente apresenta António Fernandes, presidente da Junta de Freguesia de Parada, Fernando Cunha, que foi candidato pelo PSD à Junta de Freguesia de Cunha, Maria Alice Barbosa, que foi candidata à Junta de Freguesia de Agualonga, Maria Natércia Sá, de Cristelo e José Pereira da Cunha, de Bico. Como vogal aparece também o anterior presidente da concelhia, José Augusto Caldas, que aquando da sua demissão tinha avançado que só faria parte da nova direcção em último recurso. Na mesa da assembleia geral encontramos também outros históricos do PSD courense, nomeadamente Ângelo Brandão Ferreira, na presidência, e Décio Guerreiro, como vice. A mesa fica completa com a secretária Hermínia Pereira.
Outros dos objectivos de Vítor Domingues passa por “unir o partido ao máximo”. Ou seja, explica, “ir buscar as pessoas que se afastaram do PSD mas que ainda se consideram social-democratas”. Por outro lado, a aposta passa também por conseguir mais militantes e “estar mais próximo das pessoas, das suas preocupações, dos seus problemas e das suas necessidades”. Para tal, o PSD de Paredes de Coura tem um projecto que passa pela criação de grupos de voluntários em cada freguesia que terão a seu cargo o levantamento das necessidades da população dessa freguesia. “Isto é muito importante”, refere Vítor Domingues, explicando que, “ao mesmo tempo que se faz esse levantamento das necessidades estamos já a criar as bases do nosso programa eleitoral”, adiantando trabalho para a preparação das eleições autárquicas de 2017.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Décio anuncia que nunca mais será candidato à Câmara


A notícia vem da semana passada, mas continua actual. Décio Guerreiro, actual vereador social-democrata na Câmara Municipal de Paredes de Coura e repetente de várias eleições como candidato à presidência da autarquia courense, aproveitou a cerimónia de tomada de posse da nova comissão política concelhia do PSD para anunciar que não mais será candidato à presidência do município. Em declarações à Rádio Vale do Minho, o histórico do PSD courense esclarece que nunca sairá do partido e que irá estar sempre ao lado “dos que cá ficam”, mas anunciou que a corrida eleitoral de 2013 foi a última que fez para a presidência da Câmara.
De certo modo, ao ler esta notícia, quase que fica para segundo plano a tomada de posse da nova equipa da comissão política concelhia do PSD, liderada por José Augusto Sousa, que no seu discurso lembrou a necessidade de repor aos cidadãos courenses um acesso digno à saúde e à justiça. Além disso, José Augusto Sousa, que é também o líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal, lembrou também a ligação à auto-estrada e a requalificação das estradas que atravessam o concelho.
A nova direcção, recorde-se, conta ainda com André Rodrigues, Vitor Domingues, João Cunha, David Saraiva, Miguel Montenegro de Barros, Paulo Dantas Rosa e também com Helena Ramos, actual vereadora na autarquia courense. A cerimónia de tomada de posse contou com a presença de José Matos Rosa, secretário-geral do PSD.

sábado, 17 de janeiro de 2015

José Augusto Sousa à frente do PSD courense

P1010816José Augusto Sousa, actual líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal de Paredes de Coura, é o novo presidente da estrutura concelhia do PSD. A acompanhá-lo tem alguns nomes que já faziam parte daquele organização, mas também novos elementos que, nos últimos anos, têm conquistado algum protagonismo no partido.

É o caso, por exemplo, de André Rodrigues, um dos elementos que o PSD courense conseguiu eleger em Outubro de 2013 para a Assembleia Municipal e que faz agora também parte da equipa de José Augusto Sousa. Além de André Rodrigues, também David Saraiva, presidente da Junta de Freguesia de Rubiães, e Helena Ramos, vereadora social-democrata na autarquia courense, surgem a acompanhar o novo líder da concelhia.

A equipa de José Augusto Sousa inclui ainda alguns repetentes, casos de Vitor Domingues e Miguel Montenegro Barros, que já faziam parte da anterior concelhia, liderada por Paulo Castro. João Manuel Cunha e Paulo Rosa completam o lote de elementos da comissão política de secção. Na mesa do plenário, a presidência é assumida por Ângelo Ferreira, um histórico do partido, dela fazendo ainda parte João Cunha, Hermínia Pereira e José Caldas de Sousa.

O desenvolvimento económico do concelho é um dos principais objectivos de José Augusto Sousa que, em declarações à rádio Vale do Minho, referiu que o PSD courense tem defendido um conjunto de medidas pelas quais se continuará a bater, nomeadamente o aumento da dedução do IRS e a isenção de derrama. “Temos de aumentar o rendimento das pessoas. Mantendo os níveis de apoio à cultura que temos, há que encontrar forma das pessoas chegarem a casa com melhores condições de vida”, acrescentou o líder dos social-democratas courenses que diz que “não podemos continuar a apostar na cultura como fonte de rendimento”. Entre as soluções propostas por José Augusto Sousa está, por exemplo, “a realização de transportes públicos promovidos pela câmara municipal, de forma a reduzir a factura do transporte”.