
Se o PS ganhar as próximas legislativas o Tribunal de Paredes de Coura volta a funcionar como até agora, partilhando juiz e delegado do Ministério Público. Quem o garantiu foi o próprio secretário-geral do Partido Socialista, no passado sábado, no jantar de homenagem a António Pereira Júnior.
O dia era de emoções, com vários discursos a encherem de palavras de agradecimento o final de tarde no Centro Cultural. Seria o próprio homenageado, contudo, a dar o mote, referindo que iria aproveitar a presença no jantar, de António José Seguro para lhe transmitir a sua tristeza e decepção face ao encerramento do tribunal courense. Seguro escutou as palavras de Pereira Júnior, e também de Vítor Paulo Pereira, e no final do jantar, quando subiu ao palco para discursar trouxe à ribalta dois assuntos que muito melindraram os courenses nos últimos tempos: o encerramento do tribunal e a reorganização administrativa.
O secretário-geral socialista explicou que não iria simplesmente fazer tábua rasa de tudo o que actual Governo decretou, mas que nestes dois casos concretos teria de rever as situações e ver o que foi mal feito. No caso dos tribunais, por exemplo, António José Seguro defende, para os concelhos que agora viram os seus tribunais encerrados, uma solução que passaria por manter a actual situação que se vive hoje no Tribunal de Paredes de Coura, em que existem serviços partilhados com outro tribunal.
Já em relação à reorganização administrativa, Seguro defende que os municípios devem ser chamados a pronunciar-se sobre o que foi feito e se defendem alterações a esse cenário, criticando o facto das mudanças terem sido feitas em Lisboa, sem ter em consideração a posição dos afectados. O que, no caso de Paredes de Coura, não corresponde à verdade, já que o município foi chamado a pronunciar-se, e a apresentar um cenário alternativo, mas optou por se cingir à situação inicial, que desde logo se sabia ser impossível de manter.