… e ainda há quem não acerte com o nome do rio!
Opiniões, comentários, notícias e apontamentos. Sobre Paredes de Coura e não só, porque este blogue não tem paredes e o único limite é a consciência de quem aqui escreve.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Legislativas–Helena Ramos era a escolha do PSD courense

André Rodrigues, de S. Martinho de Coura, é o courense que está na lista de candidatos a deputados da coligação Portugal à Frente (PSD e CDS-PP), pelo círculo de Viana do Castelo. O nome do courense surge na nona posição, numa lista polémica, encabeçada por Carlos Abreu Amorim e que deixou de fora dois dos actuais deputados social-democratas do distrito, opção muito contestada pelas estruturas concelhias do PSD.
A contestação, aliás, já resultou no envio duma carta ao presidente do partido, Pedro Passos Coelho, onde representantes de seis das dez concelhias do distrito, bem como dos TSD, protestam pela forma como foi elaborada a lista de candidatos do PSD, acusando o presidente da distrital de ter feito a lista sem ter em atenção as indicações dadas pelas comissões políticas de secção de cada concelho.
A concelhia courense está também entre os signatários da carta enviada a Passos Coelho, onde se dá conta dos vários passos tidos antes do surgimento da polémica lista de candidatos, relatando, nomeadamente, o que se passou na assembleia distrital do PSD de 17 de Julho último. E é aqui que se fica a saber que a concelhia courense indicou, para a lista de candidatos, o nome da Helena Ramos, vereadora na Câmara Municipal de Paredes de Coura. José Augusto Sousa, presidente da concelhia courense, referiu que “conhecido que era o nome do cabeça de lista do Partido Socialista, tratando-se de um courense, era entendimento daquela secção que a estratégia do PSD para o distrito, deveria passar por integrar, uma senhora também de Paredes de Coura, ligada à agricultura, atendendo à importância que aquela atividade tem para a região, com currículo naquela área, por forma a segurar o eleitorado rural e dos concelhos mais pequenos”.
Na lista final aprovada pela comissão política distrital, contudo, não surge o nome de Helena Ramos. Como também não surgem os nomes de Eduardo Teixeira e Rosa Maria Arezes, actuais deputados daquele partido e que tinham sido indicados pela maioria das estruturas concelhias do partido. Ou seja, as indicações de Paredes de Coura, Melgaço, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, os signatários da carta de protesto enviada a Passos Coelho.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Legislativas–André Rodrigues na lista polémica do PSD
Carlos Abreu Amorim volta a encabeçar a lista do PSD pelo círculo de Viana do Castelo à próximas eleições legislativas. O actual deputado é, contudo, o único dos três actuais que volta a integrar a lista social-democrata, já que Eduardo Teixeira e Rosa Maria Arezes foram afastados da corrida eleitoral pela comissão política distrital.
O afastamento de Eduardo Teixeira e Rosa Maria Arezes está, aliás, a criar bastante polémica dentro do partido, ao nível distrital, com alguns ilustres do partido a criticarem as lista indicada e várias secções concelhias a pedirem a cabeça de Carlos Morais Vieira, actual presidente da distrital, por não ter escutado as propostas dos vários concelhos e ter, ao invés disso, avançado com uma lista feita pelo próprio e onde, numa primeira fase, ele próprio estava inserido, como número dois. O seu nome, contudo, acabaria por ser vetado pelos órgãos nacionais do partido, e a segunda posição da lista viria a ser ocupada por Luís Campos Ferreira, actual secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, com ligações familiares a Valença. No terceiro lugar segue Emília Cerqueira, de Arcos de Valdevez e na quarta posição o primeiro nome do CDS-PP, no caso o de Abel Baptista, actual deputado por aquele partido, de Ponte de Lima e vereador na Câmara de Monção.
A lista contém ainda vários outros nomes novos, com destaque para o courense André Rodrigues, que foi eleito para a Assembleia Municipal de Paredes de Coura nas últimas autárquicas. André Rodrigues, que é o nono da lista, faz também parte dos órgãos directivos da secção concelhia do PSD courense, para os quais foi eleito já este ano, integrando a equipa de José Augusto Sousa.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Mas… isto faz sentido?
Entraram em vigor este fim semana algumas das alterações ao trânsito que a Câmara Municipal de Paredes de Coura tinha previstas há vários meses, com destaque para a (re)abertura ao trânsito da Rua Conselheiro Miguel Dantas. Pessoalmente, sou contra esta reabertura, por si só. Acho que a rua estava bem como estava, com as excepções que já tinha. Além disso, parece-me que a data escolhida para a abertura ao trânsito não terá sido a melhor, logo num fim de semana em que era previsível, e desejável, que muita gente calcorreasse a rua principal da vila, em trânsito entre os vários palcos do Mundo ao Contrário.
Mas, a reabertura da Rua Conselheiro Miguel Dantas não foi a única alteração. O cruzamento entre as ruas 25 de Abril, dr. Aquilino Ribeiro, Bernardino António Gomes e Frei António de Jesus também já foi requalificado (como referido aqui) e agora quem vem da Rua dr. Aquilino Ribeiro é obrigado a seguir para a direita, para a Rua Frei António de Jesus. Além disso, também a Rua dos Heróis do Ultramar já está aberta ao trânsito sem limitações, com estacionamento gratuito mas, atenção, apenas com um sentido, desaguando o trânsito na Rua Conselheiro Miguel Dantas e depois na Rua dr. Narciso Alves da Cunha.
E é aqui que se encontra uma situação que, a meu ver, tem tanto de absurda como de irresponsável. É que, ao desembocar na Rua dr. Narciso Alves da Cunha, os automobilistas são, naturalmente, obrigados a virar à direita, seguindo o fluxo normal daquela rua, conforme acontece nos últimos dois anos, desde que o trânsito naquela zona foi reformulado. Agora, contudo, essa obrigatoriedade tem uma excepção: os táxis. De um dia para o outro os taxistas conquistaram o direito de virar à esquerda, seguindo em contramão relativamente ao resto dos automobilistas, transformando aquele troço numa zona perigosa, propícia a acidentes.
Será que os táxis não podem andar mais alguns metros e fazer o percurso normal a que todos os restantes automobilistas estão obrigados? Ou será que as alterações feitas há dois anos para tentar arranjar uma solução para o cruzamento das ruas dr. Narciso Alves da Cunha e dr. Afonso Viana, agora já não são necessárias? Se o problema são os metros a mais que os táxis fazem, creio que seria muito mais sensato permitir-lhes a circulação em sentido contrário na Rua dos Heróis do Ultramar, onde está localizada a praça de táxis, já que aí o fluxo de trânsito é consideravelmente mais reduzido que na Rua dr. Narciso Alves da Cunha. Mas nem julgo que isso seja justificação suficiente.
Se a excepção fosse para ambulâncias ou carros de bombeiros, em situações de emergência, ainda se percebia. Agora, como está, para táxis, duma coisa tenho a certeza, o sentido proibido com excepção… não faz qualquer sentido.